sexta-feira, 30 de julho de 2010

Atividade 1


Pessoal: reforçando, é preciso ler o texto do Fábio Reis (http://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_16/rbcs16_02.htm) e responder, em 30 linhas, "o que é e o que não é análise política". Dê exemplos.

Pensem também no que significa "mensurar um fenômeno de política doméstica ou internacional". Sugiro ainda que aqueles que quiserem impressionar seu professor, podem postar livremente indicadores que "pesam" eventos políticos.

Ex. Pesquisas de opinião pública medem o grau de aprovação do governo. Por que isso é importante. Se o nível for alto, o governo muito provavelmente possuirá uma grande capacidade de ação. Se for baixo...

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. O texto de Fábio Wanderley Reis é um texto que, de forma bem sofisticada, ilustra muito dos defeitos em trabalhos dos cientistas sociais brasileiro.Textos que contam mais historiografia,antropologia ou que possuem um teor mais jornalístico são exemplos do início das críticas.
    Trabalhos jornalísticos, segundo o texto, são preocupados mais com o furo, a noticia/fonte quente ou em descobrir teorias de conspiração do que um enquadramento analítico adequado.
    Trabalhos de que buscam mais a historiografia da questão trazem problemas que, por várias experiências passadas, foram resolvidos dessa forma. Muitas vezes a solução que resolvera no passado, não será a mesma que resolverá problemas de hoje.
    Em relação aos antropólogos, o trabalho de um especialista em análise deve ser generalizante, não importando a realidade ou o contexto de determinado local ou religião, procura-se o que é o problema em comum ou qual a solução encontrada para os fenômenos políticos dos problemas.
    Outra crítica que o autor expõe é em relação a teoria política ministrada em aulas, essa parte foi bastante discutida na aula, onde a crítica não é para teoria política em sí ,até porque ela faz parte da construção de análises, mas da teoria política arrastada, aquela que para explicar um trabalho vai buscar clássico desde Platão e Aristóteles.
    Por fim conclui-se que esses perfis de trabalhos faltam com a nomologia, que seria o principio, preocupada(se não me engano) com o axioma e estruturação da análise; com a disposição sistemática, nesse caso preocupação com diversas variáveis para se fazer um padrão sintético mas de bastante conteúdo explicativo do fenômeno; a condição generalizante, que já foi explicada anteriormente; teoricamente orientada e metodologicamente orientada, a importância das informações e da metodologia científica para faze-lo.

    André do Vale Oliveira
    3°semestre

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  3. Concordo com meu caro amigo André.
    Em ralação ao texto "O Tabelão e a Lupa",que expressão a visão de Fábio Wanderley quanto a análise politica brasileira, fazendo com que seu ponto de vista entrassem em debate em sala de aula, nos remetendo a visão antropologica, historiografica e jornalistica.
    Defendendo a análise politica como uma vertente, o autor mostra como citado pelo post acima, suas criticas quanto as analises baseadas em principios proprios.Sua maior defesa é que a análise deve vir de cunho próprio, que pensemos menos em remeter a analise histórica e antropologica para a explicação de fatos atuais.
    Quanto ao cunho jornalístico, faz referencias de fatos e não de análise.
    Penso por concluir, que o seu intuito textual, é de fazer com que os novos Cientistas Politico (como nós)tenhamos cada vez mais uma análise própria de Ciencia Politica no Brasil, deixando a parte a influencia e procurando cada vez mais um visão analitica da sociedade.


    Patrícia Nascimento dos Santos
    3°semestre (Relações Internacionais)

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  4. Os dois comentários possuem propriedade. Gostaria e destacar algo que a Patrícia falou: precisamos realizar análises a partir de axiomas e pressupostos próprios. Nada mais verdadeiro.

    Mas isso não significa de devamos descartar axiomas de outras disciplinas. Pelo contrário. O bom analista é aquele que consegue ser versátil e utilizar "lupas" adequadas para cada problema que se observa.

    Não acho muito inteligente falar "eu pertenço à escola X" ou "eu pretenço à escola Y". Na minha concepção, vale mais a pena ter uma boa referência a partir de cada escola, conseguir estabelecer diálogos entre elas e saber escolhe a mais aproriada para cada caso.

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