segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Textos das aulas!
VEIGA, Luciana and Gondim, Sônia Maria Guedes A utilização de métodos qualitativos na Ciência Política e no Marketing Político. Opin. Publica, 2001, vol.7, no.1, p.1-15. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-62762001000100001&lng=en&nrm=iso
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Pessoal: esse texto será nosso objeto de análise em sala!
Quanto mais pobre a cidade, maior a proporção de nulos
Análise sugere que parte do eleitorado escolheu nomes, mas errou na hora de votar
Para cientista político Rubens Figueiredo, os votos nulos caem no 2º turno porque diminui o número de escolhas
UIRÁ MACHADO DE SÃO PAULO Há mais que protesto por trás dos votos nulos. A análise detalhada da votação sugere que uma parte significativa do eleitorado que anulou o voto gostaria de ter escolhido um candidato, mas errou diante da urna eletrônica. A maior evidência é a correlação que existe entre voto nulo e IDH (índice de desenvolvimento humano). Uma correlação entre dois fatores não implica relação de causa e efeito entre um e outro. O que uma correlação mostra é que, quando um dos fatores tem uma variação, o outro também a tem. No primeiro turno, a tendência foi clara: quanto menor o IDH (municípios mais pobres e com escolaridade mais baixa), maior o percentual de votos nulos. No segundo turno, quase não existe correlação entre IDH e voto nulo. Segundo o cientista político Rubens Figueiredo, "a possibilidade de erro do eleitor menos escolarizado é maior no primeiro turno porque são seis candidatos. No segundo turno, quando a votação fica bem mais simples, o voto nulo devido a erro cai significativamente". A diminuição do percentual de votos nulos no segundo turno tem sido o padrão desde 2002. Neste ano, foram 5,5% de votos nulos no primeiro turno e 4,4% no segundo, uma redução de 20%. No Nordeste, a diminuição foi ainda maior, passando de 8% de votos nulos no primeiro turno para 4,7% no segundo (em 2002, a redução havia sido de 12,4% para 5%). Reforça a tese o fato de a distribuição dos votos brancos ser homogênea pelo país, sem mudança de padrão devido a fatores como localização, escolaridade e renda. Além disso, no segundo turno, o índice de voto nulo fica acima da média particularmente em Estados onde também houve disputa para governador. PESQUISAS Na avaliação de Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, o voto nulo devido a erro dos eleitores é um dos fatores que precisam ser levados em consideração na avaliação do desempenho dos institutos de pesquisa. "Entre a intenção e a concretização do voto existem fatores que interferem no resultado. A sequência da votação na urna eletrônica, mais complexa no primeiro turno do que no segundo, faz com que alguns eleitores anulem o voto contra sua própria vontade", afirma Paulino. O Datafolha, na véspera do primeiro turno, registrava 2% de votos brancos e nulos somados. Nas urnas, foram 9%. No segundo turno, o instituto apontava 4%, e o resultado da eleição foi 7%. Em seu balanço do primeiro turno, o Ibope também afirmou que a "eleição complexa, com muitos cargos, pode ter gerado erro do eleitor ao registrar seu voto, anulando-o involuntariamente", atribuindo "maior probabilidade de erro" aos eleitores menos escolarizados. Por essas razões, Rubens Figueiredo defende que seja alterada a ordem da votação. "Seria mais lógico colocar o presidente em primeiro lugar na votação, que é o cargo mais importante", disse. O cientista político David Fleischer, professor emérito da UnB, concorda que há uma parte de voto nulo que se deve a erro, mas ele defende a atual sequência de votação, por estimular o voto para os demais cargos.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Texto da próxima aula!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Filme de ontem!
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Cancelamento da aula de hoje.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Fotos da palestra realizada pelo prof. Cristovam no UDF (29.08.2010)!
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Enquete... quem ganhou o debate?
Pessoal: ontem realizamos um belíssimo debate com a participação do Valdir, do Lasance e do Paulo. Foi um confronto de idéias que estão por aí a pedir votos pela rua. Por isso, gostaria de saber quem vocês acham que ganhou o debate?
Texto da próxima aula!
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Debate - Atividades Complementares - UDF
Atividade Complementar
Debate sobre o futuro das políticas públicas no Brasil
Palestrantes:
Paulo Marques
Antônio Lassance
Valdir Pucci
Leonardo Barreto (mediador)
Sala 277
19:30
Quinta, 26 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Relógio do fim do mundo!
Pessoal: na aula de ontem, falamos do relógio do fim do mundo (foto). Um instrumento criado para medir (ei, isso também é análise política) se estamos mais ou menos perto de um conflito nuclear. quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Como quantificar fenômenos políticos? Esse texto discute exatamente o problema que estamos discutindo em sala. Aproveitem!
Marcos Coimbra - Marcos Coimbra
Correio Braziliense - 18/08/2010
As discrepâncias entre as pesquisas, que ficaram visíveis em diversas oportunidades ao longo do ano, resultam, principalmente, de diferenças na amostragem. Há institutos que incluem todos os segmentos do eleitorado em suas amostras e outros que não.
De agora ao início de outubro, a mídia vai bombardear a opinião pública com pesquisas, uma atrás da outra. No começo, teremos pesquisas novas quase diariamente. Adiante, mais de uma ao dia. Na última semana, muitas. Quem não tomar cuidado, pode se confundir.
É uma boa hora para revisitar certos mitos sobre as pesquisas e discutir ideias que parecem certas, mas que escondem equívocos. Há coisas que se dizem para ajudar o cidadão a compreendê-las, mas que só atrapalham.
Quase todo mundo desconfia de que seja possível apontar o que pensa o eleitorado brasileiro a partir de amostras que raramente passam de 2,5 mil entrevistados. Somos mais de 135 milhões de pessoas aptas a votar, e é difícil imaginar que uma amostra que não chega a 20 milionésimos do universo o retrate adequadamente.
Outra coisa que confunde é ver que 2,5 mil entrevistas servem para que os institutos falem tanto do Brasil, quanto de um estado ou cidade. É intuitivo supor que, à medida que aumenta o tamanho do universo, deveria aumentar o tamanho da amostra. Se 2,5 mil são necessárias para representar, por exemplo, a cidade de São Paulo, muito mais seria exigido para falar do estado ou do país.
Os pesquisadores costumam responder a essas dúvidas com a analogia da sopa: uma colher basta para testar seu gosto, não sendo necessário tomar a panela inteira. Mais ainda: não interessa se são 10,100 ou 1000 litros de sopa. Uma colher continua bastando.
É uma analogia que parece boa, mas que é limitada. Ao contrário da sopa, que é igual em qualquer lugar da panela de onde se tire uma colherada, o eleitorado não é homogêneo. Ou seja, nem toda colherada o representa bem.
Prosseguindo com as analogias gastronômicas, seria melhor dizer que as amostras devem ser como o prato que o freguês de um restaurante de comida a quilo monta quando quer conhecê-lo: uma colherada de cada tipo de alimento, sem exagerar em nenhum. Se só colocar macarrão ou se não provar nenhuma sobremesa, como poderia avaliar o cardápio inteiro?
As discrepâncias entre as pesquisas, que ficaram visíveis em diversas oportunidades ao longo do ano, resultam, principalmente, de diferenças na amostragem. Há institutos que incluem todos os segmentos do eleitorado em suas amostras e outros que não. Aqueles que, por exemplo, só entrevistam eleitores que possuem telefone e que não ouvem quem mora em áreas rurais.
Outra ideia comum sobre as pesquisas é que elas são “fotografias de momento”, sem capacidade explicativa ou preditiva. Em parte, é uma banalidade, uma verdade acaciana. Em parte, uma confissão de incompetência.
Quando, por exemplo, um lugar está no meio da neblina, o melhor fotógrafo, mesmo se usar a melhor câmera, só conseguirá uma imagem borrada. Não importa a lente, ela não ficará nítida. Mas isso, ainda bem, não é o mais frequente.
Imaginemos a fotografia de um automóvel, no meio de uma estrada, com as janelas fechadas e um vulto ao volante. À frente, um precipício. Tudo sugere que, se o carro estiver em movimento (como parece) e se não mudar a rota, vai cair. Com apenas essa foto, qualquer um suspeita que um desastre é iminente.
E se houver uma segunda, mostrando que o carro avançou, aproximando-se 10 metros do abismo? E outra, com uma distância ainda menor? E mais outra?
Pesquisas só são fotografias estáticas se não as conseguirmos entender. Com a vasta informação de que dispomos, é perfeitamente possível falar, com base nelas, sobre o que tende a ocorrer em uma eleição.
Ceticismos (“nunca fui entrevistado e não conheço ninguém que tenha sido”), perplexidades (“como é possível falar de todo o Brasil com tão poucas entrevistas?”) e falsas noções (“pesquisas são retratos do passado, que nada dizem sobre o futuro”) são comuns sobre as pesquisas. Mas elas são um elemento central na cultura política moderna. Bom seria se todos conseguíssemos utilizá-las corretamente (sem querer delas nem demais, nem de menos), em escolhas tão importantes quanto as que faremos no dia 3 de outubro.
Dica de blog!
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Aula 03!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Leitura da segunda aula!
Oi pessoal: desculpe a demora, mas tive uma viagem de trabalho que me roubou um pouco de tempo. A leitura da aula que vem é um texto de Robert Dahl (foto). sexta-feira, 30 de julho de 2010
Atividade 1
Pensem também no que significa "mensurar um fenômeno de política doméstica ou internacional". Sugiro ainda que aqueles que quiserem impressionar seu professor, podem postar livremente indicadores que "pesam" eventos políticos.
Ex. Pesquisas de opinião pública medem o grau de aprovação do governo. Por que isso é importante. Se o nível for alto, o governo muito provavelmente possuirá uma grande capacidade de ação. Se for baixo...
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Coordenação de Ciência Política
Professor Leonardo Barreto
Análise Política 2010/2
leobarreto@hotmail.com
www.licoesdeanalisepolitica.blogspot.com
1. Ementa
O objetivo desse curso é trabalhar elementos teóricos e métodos de produção e organização de informações que são úteis à realização de análise política, seja ela internacional ou doméstica.
2. Objetivos
a. Definir o que é análise política (e seus elementos de outros tipos de análise, como a jornalística ou a historiográfica);
b. Definir tipos de análise política;
c. Compreender os principais elementos teóricos da análise política, ser capaz de identificá-los em outros trabalhos e de utilizá-los;
d. Conhecer, compreender e ser capaz de utilizar métodos de produção, organização e análise de dados para a realização de análise política.
3. Conteúdo
Introdução: O que é análise política?
Parte 1 – Elementos teóricos
(i) Toda ação política é interessada;
(ii) Toda ação política é uma ação coletiva;
(iii) Problemas de ação coletiva;
(iv) O papel das instituições;
Parte 2 – Elementos metodológicos
(i) Métodos quantitativos;
(ii) Métodos qualitativos;
(iii) O papel da história.
4. Metodologia do curso
O curso combinará aulas expositivas a partir da leitura prévia de textos pré-selecionados, exibição de filmes e atividades práticas realizadas pelos alunos e alunas. Toda a comunicação entre os participantes do grupo, como postagem de mensagens, comunicados, trabalhos e textos para leitura será feito que site www.licoesdeanalisepolitica.blogspot.com, que deverá ser acessado com freqüência por todos.
5. Bibliografia
ALMEIDA, Alberto Carlos. Como são feitas as pesquisas eleitorais e de opinião. 2. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2003. 195 p.
BOUDON, Raymond; BOURRICAUD, François. Dicionário crítico de sociologia. 2. ed. São Paulo: Ática, 2002. Verbete: Ação coletiva e Racionalidade.
DAHL, Robert Alan. A moderna análise política. Rio de Janeiro: Lidador, 1966.
DOWNS, Anthony. Uma teoria econômica da democracia. São Paulo: Edusp, 1999.
FIGUEIREDO, Marcus. A decisão do voto. Democracia e Racionalidade. Belo Horizonte: UFMG, 2008.
HALL, Peter A. and Taylor, Rosemary C. R. As três versões do neo-institucionalismo. Lua Nova, 2003, no.58, p.193-223. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64452003000100010&lng=en&nrm=iso
PUTNAM, Robert D.; LEONARDI, Robert; NANETTI, Raffella Y. Comunidade e democracia: a experiência da Itália Moderna. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1996. 257 p.
REIS, F. W. O tabelão e a lupa. Disponível em http://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_16/rbcs16_02.htm
ROSE, Richard. Medidas de democracia em surveys. Opin. Publica, Maio 2002, vol.8, no.1, p.01-29. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-62762002000100001&lng=en&nrm=iso
SHEPSLE, Kenneth A.; BONCHEK, Mark S. Analyzing politics: rationality, behavior and institutions. New York: W. W. Norton, 1997. vii, 472 p.
SOARES, Gláucio Ary Dillon. Em busca da racionalidade perdida: alguns determinantes do voto no Distrito Federal. Rev. bras. Ci. Soc., Jun 2000, vol.15, no.43, p.05-23. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092000000200001&lng=en&nrm=iso
THELEN, Kathleen. Historical Institutionalism in Comparative Politics. Annual Ver. Political Science, 1999.
VEIGA, Luciana and Gondim, Sônia Maria Guedes A utilização de métodos qualitativos na Ciência Política e no Marketing Político. Opin. Publica, 2001, vol.7, no.1, p.1-15. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-62762001000100001&lng=en&nrm=iso
Filmes:
· Crise é o nosso negócio (Rachel Boynton: 2005)
· Vocação do poder (Eduardo Escorel: 2005)
· Sob a névoa da guerra (Errol Moris: 2003)
· Treze dias que abalaram o mundo (Roger Donaldson: 2001)
6. Avaliação
A avaliação será feita da seguinte forma:
(i) Entrega de fichamentos e trabalhos solicitados durante o curso – 40%
(ii) Participação nas atividades práticas realizadas em sala: 30%
(iii) Duas provas escritas: 30%







