quarta-feira, 16 de março de 2011

Leituras!



Cronograma de leituras

O tabelão e a Lupa - Fábio Reis OK
Análise Política - Robert Dahl OK
Em busca da Racionalidade Política - Gláucio Soares
Interesse - Raymond Boudon
Ação Coletiva - Raymond Boudon
As três versões do neo-institucionalismo - Hall e Taylor
Comunidade e Democracia na Itália Moderna - Putnam
A ação política em Bourdieu - Leonardo Barreto
A utilização de métodos qualitativos na Ciência Política e no Marketing Político - Luciana Veiga
Medidas de democracia em surveys - Rose

Programa!


Centro Universitário do Distrito Federal
Coordenação de Ciência Política
Professor Leonardo Barreto
Análise Política 2011/1
leobarreto@hotmail.com
www.licoesdeanalisepolitica.blogspot.com

1. Ementa

O objetivo desse curso é trabalhar elementos teóricos e métodos de produção e organização de informações que são úteis à realização de análise política, seja ela internacional ou doméstica.

2. Objetivos

a. Definir o que é análise política (e seus elementos de outros tipos de análise, como a jornalística ou a historiográfica);
b. Definir tipos de análise política;
c. Compreender os principais elementos teóricos da análise política, ser capaz de identificá-los em outros trabalhos e de utilizá-los;
d. Conhecer, compreender e ser capaz de utilizar métodos de produção, organização e análise de dados para a realização de análise política.

3. Conteúdo

Introdução: O que é análise política?

Parte 1 – Elementos teóricos

(i) Toda ação política é interessada;
(ii) Toda ação política é uma ação coletiva;
(iii) Problemas de ação coletiva;
(iv) O papel das instituições;
Parte 2 – Elementos metodológicos
(i) Métodos quantitativos;
(ii) Métodos qualitativos;
(iii) O papel da história.

4. Metodologia do curso

O curso combinará aulas expositivas a partir da leitura prévia de textos pré-selecionados, exibição de filmes e atividades práticas realizadas pelos alunos e alunas. Toda a comunicação entre os participantes do grupo, como postagem de mensagens, comunicados, trabalhos e textos para leitura será feito que site www.licoesdeanalisepolitica.blogspot.com, que deverá ser acessado com freqüência por todos.

5. Bibliografia

ALMEIDA, Alberto Carlos. Como são feitas as pesquisas eleitorais e de opinião. 2. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2003. 195 p.
BOUDON, Raymond; BOURRICAUD, François. Dicionário crítico de sociologia. 2. ed. São Paulo: Ática, 2002. Verbete: Ação coletiva e Racionalidade.
DAHL, Robert Alan. A moderna análise política. Rio de Janeiro: Lidador, 1966.
DOWNS, Anthony. Uma teoria econômica da democracia. São Paulo: Edusp, 1999.
FIGUEIREDO, Marcus. A decisão do voto. Democracia e Racionalidade. Belo Horizonte: UFMG, 2008.
HALL, Peter A. and Taylor, Rosemary C. R. As três versões do neo-institucionalismo. Lua Nova, 2003, no.58, p.193-223. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64452003000100010&lng=en&nrm=iso
PUTNAM, Robert D.; LEONARDI, Robert; NANETTI, Raffella Y. Comunidade e democracia: a experiência da Itália Moderna. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1996. 257 p.
REIS, F. W. O tabelão e a lupa. Disponível em http://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_16/rbcs16_02.htm
ROSE, Richard. Medidas de democracia em surveys. Opin. Publica, Maio 2002, vol.8, no.1, p.01-29. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-62762002000100001&lng=en&nrm=iso
SHEPSLE, Kenneth A.; BONCHEK, Mark S. Analyzing politics: rationality, behavior and institutions. New York: W. W. Norton, 1997. vii, 472 p.
SOARES, Gláucio Ary Dillon. Em busca da racionalidade perdida: alguns determinantes do voto no Distrito Federal. Rev. bras. Ci. Soc., Jun 2000, vol.15, no.43, p.05-23. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092000000200001&lng=en&nrm=iso
THELEN, Kathleen. Historical Institutionalism in Comparative Politics. Annual Ver. Political Science, 1999.
VEIGA, Luciana and Gondim, Sônia Maria Guedes A utilização de métodos qualitativos na Ciência Política e no Marketing Político. Opin. Publica, 2001, vol.7, no.1, p.1-15. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-62762001000100001&lng=en&nrm=iso

Filmes:

· Crise é o nosso negócio (Rachel Boynton: 2005)
· Vocação do poder (Eduardo Escorel: 2005)
· Sob a névoa da guerra (Errol Moris: 2003)
· Treze dias que abalaram o mundo (Roger Donaldson: 2001)


6. Avaliação
A avaliação será feita da seguinte forma:
(i) Entrega de fichamentos e trabalhos solicitados durante o curso – 40%
(ii) Participação nas atividades práticas realizadas em sala: 30%
(iii) Duas provas escritas: 30%

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Texto da próxima aula (16.02.11)

Pessoal: semestre novo, vida nova e texto antigo! Sad but true! Mas não fiquem tristes! O texto é um clássico e não envelhece nunca! O autor é Fábio Wanderley e o título é "O tabelão e a lupa". Segue o link!

abs!

http://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_16/rbcs16_02.htm

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Textos das aulas!

Pessoal: seguem os dois textos das aulas de quarta! abs!

ROSE, Richard. Medidas de democracia em surveys. Opin. Publica, Maio 2002, vol.8, no.1, p.01-29. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-62762002000100001&lng=en&nrm=iso

VEIGA, Luciana and Gondim, Sônia Maria Guedes A utilização de métodos qualitativos na Ciência Política e no Marketing Político. Opin. Publica, 2001, vol.7, no.1, p.1-15. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-62762001000100001&lng=en&nrm=iso

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Pessoal: esse texto será nosso objeto de análise em sala!

Quanto mais pobre a cidade, maior a proporção de nulos

Análise sugere que parte do eleitorado escolheu nomes, mas errou na hora de votar

Para cientista político Rubens Figueiredo, os votos nulos caem no 2º turno porque diminui o número de escolhas

UIRÁ MACHADODE SÃO PAULO 

Há mais que protesto por trás dos votos nulos. A análise detalhada da votação sugere que uma parte significativa do eleitorado que anulou o voto gostaria de ter escolhido um candidato, mas errou diante da urna eletrônica.
A maior evidência é a correlação que existe entre voto nulo e IDH (índice de desenvolvimento humano).
Uma correlação entre dois fatores não implica relação de causa e efeito entre um e outro. O que uma correlação mostra é que, quando um dos fatores tem uma variação, o outro também a tem.
No primeiro turno, a tendência foi clara: quanto menor o IDH (municípios mais pobres e com escolaridade mais baixa), maior o percentual de votos nulos.
No segundo turno, quase não existe correlação entre IDH e voto nulo.
Segundo o cientista político Rubens Figueiredo, "a possibilidade de erro do eleitor menos escolarizado é maior no primeiro turno porque são seis candidatos. No segundo turno, quando a votação fica bem mais simples, o voto nulo devido a erro cai significativamente".
A diminuição do percentual de votos nulos no segundo turno tem sido o padrão desde 2002. Neste ano, foram 5,5% de votos nulos no primeiro turno e 4,4% no segundo, uma redução de 20%.
No Nordeste, a diminuição foi ainda maior, passando de 8% de votos nulos no primeiro turno para 4,7% no segundo (em 2002, a redução havia sido de 12,4% para 5%).
Reforça a tese o fato de a distribuição dos votos brancos ser homogênea pelo país, sem mudança de padrão devido a fatores como localização, escolaridade e renda.
Além disso, no segundo turno, o índice de voto nulo fica acima da média particularmente em Estados onde também houve disputa para governador.

PESQUISAS
Na avaliação de Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, o voto nulo devido a erro dos eleitores é um dos fatores que precisam ser levados em consideração na avaliação do desempenho dos institutos de pesquisa.
"Entre a intenção e a concretização do voto existem fatores que interferem no resultado. A sequência da votação na urna eletrônica, mais complexa no primeiro turno do que no segundo, faz com que alguns eleitores anulem o voto contra sua própria vontade", afirma Paulino.
O Datafolha, na véspera do primeiro turno, registrava 2% de votos brancos e nulos somados. Nas urnas, foram 9%. No segundo turno, o instituto apontava 4%, e o resultado da eleição foi 7%.
Em seu balanço do primeiro turno, o Ibope também afirmou que a "eleição complexa, com muitos cargos, pode ter gerado erro do eleitor ao registrar seu voto, anulando-o involuntariamente", atribuindo "maior probabilidade de erro" aos eleitores menos escolarizados.
Por essas razões, Rubens Figueiredo defende que seja alterada a ordem da votação. "Seria mais lógico colocar o presidente em primeiro lugar na votação, que é o cargo mais importante", disse.
O cientista político David Fleischer, professor emérito da UnB, concorda que há uma parte de voto nulo que se deve a erro, mas ele defende a atual sequência de votação, por estimular o voto para os demais cargos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010